terça-feira, março 18, 2008

A Páscoa por Luis Fernando Veríssimo

- Papai, o que é Páscoa?

- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!

- Igual ao Natal?

- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

- Ressurreição?

- É, ressurreição. Marta, vem cá!

- Sim?

- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.

- Bom meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?

- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até
parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!

- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

- O Espírito Santo também é Deus?

- É sim.

- E Minas Gerais?

- Sacrilégio!!!

- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?

- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!

- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

- Coelho bota ovo?

- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?

- Era... era melhor, sim... ou então urubu.

- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né?

- É.

- Que dia que ele morreu?

- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.

- Que dia e que mês?

- (???) Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.

- Um dia depois!

- Não, três dias depois.

- Então morreu na quarta-feira.

- Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!

- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas.

Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

- O Judas traiu Jesus no sábado?

- Claro que não! Se Jesus morreu na sexta!!!

- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

- Ui...

- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

- Cristo. Jesus Cristo.

- Só?

- Que eu saiba sim, por quê?

- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse neg ócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

- Ai Coitada!

- Coitada de quem?

- Da sua professora de catecismo!

(Luis Fernando Veríssimo)

domingo, março 16, 2008

FELIZ HOJE!

"Só existem dois dias em que nada pode ser feito: Um se chama ontem, o outro amanhã!"
Dalai Lama
FELIZ HOJE!

terça-feira, março 11, 2008

O TRABALHO DE CADA UM

No Ramayana, uma das grandes epopéias indianas, conta-se a história do príncipe Rama, um jovem cheio de virtudes. A esposa de Rama, Sita, fora seqüestrada pelo perverso Ravana. Ajudado por ursos e macacos, o valente Rama tentava construir uma ponte até à ilha de Lanka, onde viviam Ravana e a prisioneira Sita.
Os ursos carregavam pesadas árvores e os macacos traziam pedras. Mas, não havia trabalho para um grupo de esquilos. Pequeninos, sem muita habilidade, eles apenas conseguiam pôr alguns grãos de areia na ponte que se formava. Os esquilos faziam assim: molhavam-se na água e depois rolavam na areia. Os grãos de areia grudavam no pêlo e eles corriam até à ponte. Ali, sacudiam a areia sobre a construção.
Narra a história que os outros bichos riam dos esquilos e desprezavam suas tentativas de colaborar. E os esquilos se sentiam humilhados porque seus esforços não eram valorizados. Alguém resolveu contar a Rama o gesto dos esquilos. Esperava que Rama também risse dos bichinhos ingênuos. Venha vê-los, Rama, venha se divertir também com esses esquilos tolos!
Mas Rama observou os animaizinhos, que rolavam na areia, enquanto todos à sua volta haviam parado o trabalho para rir. Gentilmente, ergueu um deles do solo. Acariciou-lhe a pelagem e disse,com amor: Um dia, todos ouvirão falar sobre a ponte para Lanka. Louvarão o esforço dos ursos e dos macacos, mas eu sou grato a todos os que trabalham. E você, pequenino, tem minha eterna gratidão. E, diante de todos que olhavam a cena, o príncipe Rama deu um presente ao esquilo. Acariciou-lhe as costas e seus dedos ali deixaram três listras brancas. Esta, pequenino, é a marca de minha gratidão, disse Rama.
* * *
Todo o Ramayana é composto de histórias como esta, que trazem um profundo ensino moral. Esta nos faz refletir sobre gratidão, generosidade e, principalmente, a importância do trabalho. Por mais humilde e obscuro que seja, cada um de nós tem um papel muito importante no Mundo.
Aparentemente, outros são mais importantes, contribuem mais, têm tarefas maiores. Aparentemente.
Mas lembremos, por um momento, a falta que fazem porteiros, vigias, garis, faxineiras, empregados domésticos. Todos são muito importantes. São homens e mulheres que se esforçam para ganhar o pão de cada dia, tantas vezes regado com lágrimas que ninguém vê. Para Deus, todo esforço é válido, todo trabalho é digno, todo trabalhador merece recompensa.
A medida do Mundo não é a medida Divina. É que Deus, que conhece a nossa alma, sabe avaliar com exatidão o nosso esforço, capacidade e talentos. Ele sabe que o que é simples e fácil para um, pode exigir muito de outro. E Deus, que também vê no silêncio e na solidão, acolhe e ama cada trabalhador pequenino neste Mundo tão vasto.
* * *
Que cada um de nós possa ver os trabalhadores do Mundo sob a lente do imenso amor Divino.
Redação do Momento Espírita.Em 03.03.2008.

sexta-feira, março 07, 2008

A importância do diálogo

O ANJO DE KAREN

A adolescente aguardou o final da aula e se dirigiu ao professor. Confiava nele e, por isso, desejava lhe contar a tormenta que estava vivenciando.

Estava prestes a sair de casa, embora não soubesse para onde ir. Mas, não agüentava mais a situação.

Sua mãe se prostituíra e, todos os dias, homens diferentes adentravam o que deveria ser o seu lar.

Era uma vergonha! - dizia Karen. Tenho vergonha de minha mãe. Não nos falamos há muito.
O professor, experimentado nas questões do mundo, ouviu com atenção e sugeriu que ela conversasse com sua mãe.

Alguma vez perguntara a ela o que estava acontecendo? Por que se permitia tal comportamento?
Mãe e filha eram como duas estranhas vivendo sob o mesmo teto. Quando uma entrava, a outra saía.

O tempo passou. Aquele ano se findou e meses depois, a jovem procurou o professor, outra vez.
Estava diferente. O rosto irradiava felicidade. Ela falara com sua mãe. Um longo e doloroso diálogo.

Contudo, se dera conta que sua mãe sofria de uma grave carência afetiva.
A mãe falara de sua viuvez muito jovem, uma filha para criar, a rebeldia de Karen, a soma das dificuldades.

E, por fim, do equivocado caminho pelo qual optara.

Mais um tempo passado e Karen veio dizer ao professor que ela e sua mãe tinham transferido residência.

Que se haviam tornado amigas. Que agora costumavam fazer tudo juntas. Que a mãe deixara a vida equivocada e se dedicava, com exclusividade a ela.

Saíam, conversavam, faziam compras, trocavam idéias. Como era boa aquela mãe - descobrira a jovem.

Karen estava muito agradecida ao professor por ter sugerido que ela conversasse com sua mãe, que se aproximasse dela.

Hoje, passados alguns poucos anos, Karen está casada e tem um filhinho.

O genro encontrou na sogra uma pessoa especial, dedicada, carinhosa.

Agora, quando o casal deseja viajar, ou necessita estender-se em horas a mais no trabalho, é a mãe dedicada que fica com o netinho.

Vovó, mamãe! – essas são as palavras mágicas que alimentam o coração da mãe de Karen.

Em verdade, o anjo de Karen. O anjo de sua vida, que vela todos os dias por ela, pelo genro a quem acolheu como filho e ao netinho.
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O diálogo franco, honesto ainda faz muita falta. No lar, as pessoas se isolam, magoadas umas com as outras, por palavras ditas ou não ditas, por atitudes impensadas.

Tudo se tornaria bem mais fácil se as pessoas aprendessem a conversar, a perguntar porquês, a indagar de razões.

Se, em vez de se falar às ocultas, criar desconfianças, gerar desencontros, aprendêssemos sempre a conversar, olhando nos olhos uns dos outros, a vida se tornaria mais fácil de ser vivida.

Pois o que complica a vida é cada qual ficar em seu canto, imaginando que não é amado, querido, desejado.

Quando seria tão simples perguntar: Por que você está agindo desta forma?

Por que tomou aquela atitude? Por que não fez o que lhe pedi? Por que esqueceu do nosso aniversário?

Pense nisso e adote, em sua vida, a atitude de nunca deixar para depois o elucidar qualquer questão.

Converse mais, participe das questões familiares, seja amigo dos seus amores.

Descubra, enfim, a riqueza de cada um e enriqueça-se interiormente, tornando a sua vida plena de amor, de atitudes de afeto e bem-querer.

Experimente!

Redação do Momento Espírita com base em fato real
Do site: www.momento.com.br

domingo, fevereiro 17, 2008

Tempo

"Tudo tem o seu tempo determinado,
e há tempo para todo propósito debaixo do céu;
Há tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derribar e tempo de edficar;
tempo de chorar e tempo de rir;
tempo de prantear, e tempo de saltar;
tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras;
tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;
tempo de buscar, e tempo de perder;
tempo de guardar, e tempo de deitar fora;
tempo de rasgar, e tempo de coser;
tempo de estar calado, e tempo de falar;
tempo de amar, e tempo de aborrecer;
tempo de guerra, e tempo de paz."

Eclesiaste, 3: 1 a 8
Como também há tempo de entender.

Dica

Site super interessante com excelentes textos sobre temas variados. A autora é psicóloga, espírita, mãe, esposa e uma das pessoas mais generosas que já conheci.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Então... é a vida!

Tava lendo um livro, descansando o corpo pra farra de hj à noite e me deu vontade de escrever alguma coisa... Mas eu não sei o quê, então estou sentada no computador deixando a imaginação correr solta. Uma das coisas que mais gosto nesse blog é que ele é minha fonte de despejo de tudo o que penso e quero dizer com a vantagem de não ter ninguém pra me contrariar ou dizer q estou falando demais!!! hehehehehehe...
Sempre páro pra pensar na minha vida e nessa época do ano não podia ser diferente. Como uma boa latino americana tenho muitas coisas pra pedir ao Pai, mas tenho muito mais coisas pra agradecer.
Por mais que nem tudo tenha corrido exatamente como planejei, que coisas inesperadas, às vezes ruins, às vezes tristes tenham acontecido, só posso agradecer ao Pai por me permitir estar vivendo... por experimentar a alegria e a tristeza e na complexidade das emoções e na simplicidade da vida, estar aprendendo.
Olho para meus amigos e agradeço a Deus por tê-los colocados em meu caminho.
Essa semana Bellinha casou... que cerimônia linda!!! E que alegria eu senti de ver a felicidade de alguém tão querida! Como não agradecer a Deus?!
Olho pra trás e vejo qtas pessoas bacanas cruzaram o meu caminho, cada uma com seu jeitinho, deixando marcas indeléveis...
E me vejo do alto de uma montanha, olhando para baixo, vendo a trajetória de minha vida e rearfirmo dentro de mim a convicção de que Deus existe.
Como as coisas estão todas no seu devido lugar! Como tudo ocorre certinho... lembro mais uma vez dos amigos de Salvador, de Aracaju, Cascavel, BH, SP, RN... dos novos colegas de trabalho que estou aprendendo a gostar e já estão virando amigos, das novas atividades, dos novos paqueras. Da família e de todas as alegrias e dificuldades que ela nos traz... do amor que emana de cada pessoa.
Olhando ao meu redor, vejo outra amiga com quem convivi durante alguns meses apenas - estudando num cursinho para concursos - e, mesmo depois de cinco anos sem nos encontrar, eis-me aqui, passando o Reveillon com ela, conhecendo uma nova cidade (linda por sinal!), ficando amiga de seus amigos... e tudo isso pq o que planejei não deu certo.
Ô coisa surpeendente é a vida!
E, mais uma vez, olhando para baixo, vejo que consegui passar bem pelas adversidades dos dias corridos e vejo todos os bons momentos que tive durante o ano e agradeço mais uma vez ao Pai.
Obrigada Senhor pq és Bom, obrigada por me permitir tudo isso e por estar viva!!
Esperança e ação são as palavras para esse ano!
bjkas! :)
Muita luz nos nossos corações! :)
Boa farra a todos!

quinta-feira, outubro 18, 2007

Jesus explicando a política

"... É necessário que venha o escândalo..."
Quem disse isso foi Jesus, o maior educador, psicólogo e filósofo que o mundo já viu. Em sua extrema sabedoria, ele nos ensinou em uma frase simples, um dos princípios da evolução da humanidade.
Essa semana o TSE estabeleceu a fidelidade partidária e, em seguida, o Senado aprouvou a PEC que impõe um fim ao troca-troca de partidos.
A partir de 2008, prefeitos e vereadores não poderão mais trocar de partidos, o que valerá para presidente da república, governadores, deputados e senadores a partir das próximas eleições, em 2010.
A Emenda ainda não é o ideal necessário, pois ainda permite as coligações partidárias para eleições dos governadores e presidentes, mas não deixa de ser um avanço.
Depois de tantas denúncias e escândalos, percebemos, mais uma vez, que Jesus estava certo.

Ócio Criativo

"A descoberta consiste em ver o que todo mundo viu e pensar o que ninguém pensou."
-- Jonathan Swift, em As Viagens de Gulliver
"A beleza é uma daquelas coisas raras que não nos deixa duvidar de Deus."
-- Jean Anouilh
"A humildade é a única sabedoria verdadeira pela qual nós preparamos nossas mentes para todas as possíveis mudanças da vida."
-- George Arliss
"Não encontre falhas, encontre a solução."
-- Henry Ford
Bom dia a todos!

terça-feira, outubro 09, 2007

Fotos do fim de semana com as amigas!

Como eu escrevi em um dos posts abaixo, em setembro, Déa, nossa amiga baiana que se refugiou em Sum Paulo, esteve em terras baianas e juntamos as amigas para passearmos, paquerarmos e bater um papinho colocando toooodas as fofocas em dia!!!


Sábado à noite: A programação começou com uma noite cultural no Solar do Unhão - show de jazz numa bela paisagem em fte a praia e cheio de gente interessante!! Muito legal!


Ísis, Déa, eu e Neiloca - Solar do Unhão
O domingo começou com um piquenique - idéia de Neila - no Parque de Pituaçu. Muito lindo o lugar! Sentamos no gramado em fte ao lago! Só faltou andar de patinho no lago!!! kkkkk....


Eu e Déa


Nilmoca apaixonada, Neiloca saudosa e Eu!



Virei fã de piquenique!


De barriga cheia! Ô vontade de deitar nessa grama e dormir...

Domingo à tarde: "Ô maluquete de quem vc é tiete?? Eu sou, sou tiete motumbete!!! Show do Motumbá na Àrea verde do Othon! Muito bommmmm!!!!


Eu, Déa, Neiloca e Ísis. Nilmoca furou! Deu pra perceber que Déa incorporou o espírito do show, né?? kkkk.....

Amigas, amei o fim de semana! Vamos marcar outro desses qdo Darlan chegar! Déa, vê se dá o ar de sua graça mais vezes aqui!
bjos e queijos!

quarta-feira, setembro 26, 2007

"Nossas limitações e sucessos serão baseados, mais freqüentemente, em nossas próprias expectativas para nós mesmos. No que a mente foca, o corpo atua."
Denis Waitley

segunda-feira, setembro 24, 2007

Fim de semana ótimo!

Existem centenas, talvez milhares de poemas e textos tratando da amizade. Porém, só tendo pelo menos um amigo pra saber mesmo o qto é bom ser amigo e ter amigo.
Esse fim de semana foi ótimo! Reencontrei 3 amigas que adoro. Uma conhecia a outra que conhecia a outra que apresentou as duas e que apresentou à outra e pronto... no fim todas se tornaram amigas super poderosas!
Saímos sábado e domingo e nos divertimos como um bando de adolescentes.
Eu, Neiloca, Nilmoca e Déa!!!
Ficou faltando a 5ª mosqueteira q está do outro lado do oceano, Brisoca Maria!
Beijão amiga!!!!
Depois colocarei algumas fotos aqui.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Sobre a ignorância!

"A maior ignorância é a que não sabe e crê saber,
pois dá origem a todos os erros que cometemos com nossa inteligência."
Sócrates
E como há pessoas que se julgam muito saber! Humildade e a consciência de que não sabemos nada é fundamental. Se pensamos que já sabemos tudo, a tendência é nos fecharmos à aquisição de novas aprendizagens. Infelizmente, conheço muita gente assim... tenho medo de me tornar assim um dia tbm, por isso, meu amiguinhos lindos, se um dia perceberem em mim a arrogância daqueles que pensam saber toda a verdade, podem me dar uns bons puxões de orelha!!! Rsrsrsrs...
bjs e queijos! :)

terça-feira, setembro 11, 2007

Notícias!

Bom dia a todos!
Tenho estado meio ausente de meu bloguitos... ando com preguiça de escrever e sem inspiração tbm!
Muita coisa nova tem acontecido... boas e nem tão boas. Trabalho em um novo lugar, novos colegas, novas responsabilidades e experiências. A necessidade de se adaptar mais uma vez. Como disse Darwin, só sobrevive aqueles que se adaptam!
Frequentando um novo CE, conhecendo um monte de gente legal, com trabalho novo e recomeçando alguns cursos importantes.
Sem tempo pra atender as demandas de todas as minha amigas queridas e, invariavelmente, estudando!
Estou sem computador, sem orkut, msn, celular... quase incomunicável... mas calma, nem tão incomunicável. O telefone ainda serve pra falar, né?! Rsrsrs...
Vou indo galera. Bom dia a todos!
bjos, Priscila

quarta-feira, setembro 05, 2007

Estudando o falatório

Qdo li esse texto, achei q ele foi feito para mim!!! Afffff!!!!
bjs :)
“A franqueza não consiste em dizer tudo o que se pensa,mas em pensar tudo o que se diz."
Victor Hugo




Existem pessoas que falam muito. Falam dos outros, do tempo, da novela, de si mesmos...
Falam qualquer coisa que vem na cabeça.

Pensando melhor, nem diria que falam o que vem na cabeça, porque entendo como “cabeça” certa parte do nosso corpo, acima do pescoço e abaixo do teto, que contêm, em sua parte interna frontal, um espaço delimitado, estudado por neurofisiologistas, com a função específica do raciocínio lógico.

E, analisando algumas falas, podemos arriscar o palpite que a boca que proferiu tal idéia não deve ter a mínima ligação com o lobo frontal. Parece que a ligação é, apenas, coronariana.

'A boca fala do que está cheio o coração', afirmou Jesus.
Pura verdade.

E isso é empiricamente observável. Quer testar?

Pergunte para um sovina se ele te empresta dinheiro; diga ao orgulhoso que ele é a pessoa mais inteligente que você conhece e que gostaria de homenageá-lo, em público; fale mal de alguém para um maledicente inveterado.

O primeiro muito provavelmente te dirá um ‘não’.
Esse ‘não’ poderá ser implícito - colocado ao meio de palavras adocicadas, tais como: 'Infelizmente estou sem dinheiro neste mês, uma pena, pois gosto tanto de você...’, mas não deixará de ser uma negativa aos teus apelos.

O segundo, acredito eu, responderá um ‘sim’. Ele poderá vir disfarçado de um ‘sim, mas eu nem mereço isso – tem gente melhor que eu...’ ou apenas um ‘sim, obrigado!’, seguido de um abraço apertado e largo sorriso, claro.

No terceiro caso, prepare seus ouvidos. Esta pessoa acabou de receber o combustível necessário para continuar tacando pedras no outro por longo período. E olha que tem fofoqueiros que fazem 13 horas com 1 minuto de comentário. Impressionante o desempenho.

Outro dia parei para escutar o falatório de uma senhorinha, muito baixinha, na fila do banco. Era quinto dia útil e a fila estava longa, repleta de idosos.
Junto dela, com olhar enfadado e braços cruzados, estava uma outra mulher que parecia ser sua filha. Vez ou outra a jovem acompanhante abanava a cabeça, consentindo, para, em seguida erguer os olhos como que a implorar para Deus um milagre.
O milagre do silêncio ou o da eficiência bancária, certamente.
Mas nada acontecia. A velhinha continuava a falar, sem dar trégua.

Reclamou do sol, do pó, da fila, da nora, do genro, do governo, do funcionário do banco, do cachorro e, claro, da falta de dinheiro.
Dava para perceber nitidamente que ela nem se dava conta do quanto estava sendo desagradável. Falava, falava, falava...
Uma verdadeira química oral verborrágica: aquela senhora conseguiu transformar uma coisa chata (a fila do banco) em algo quase insuportável.

Talvez o que falte para estas pessoas é o que costumo chamar de ‘estudo aprofundado do falatório’.
Falam porque estão sob a influência de suas tendências, mas passam a vida sem se darem conta da natureza delas.

Pensar no que se diz é ir fundo. Filosofar sobre as próprias palavras, buscar lá nas entranhas do ser as questões que movem certas respostas, certas atitudes.
É estudar os próprios sentimentos que despertam a vontade e que produzem tantos efeitos - funestos ou construtivos.

Isso me faz lembrar Santo Agostinho, o sábio bispo argeliano:

"E os homens se vão a contemplar os topos das montanhas,
as vastas ondas do mar,
as amplas correntes dos rios,
a imensidão do oceano,
o curso dos astros,
e não pensam em si mesmos..."

Conseguimos fotografar Marte, mas ainda não demos jeito na conturbada relação em família.

Descobrimos os códigos genéticos, mas não descortinamos nossos defeitos.

O exterior nos deslumbra, o interior nos atemoriza.

E continuamos a falar sem pensar.
Palavras ásperas, verbos envenenados, difamação irresponsável – facetas de uma mesma causa.

A psiconeuroimunologia – um novo ramo da medicina - aponta para o problema das mágoas represadas, da inveja, do egoísmo, enfim, de todos os sentimentos negativos como sendo o gatilho para muitas doenças que acometem o ser humano.

Um pouco de reflexão e perceberíamos, invariavelmente, que a falta de interiorização é um exercício prático de burrice.

Vale lembrar que sentimentos negligenciados nunca poderão ser extirpados.
Como botar pra fora de nós algo que nem sabemos que existe?

*

Na entrada de um grande templo, em Delphos, estava escrito: ‘Conhece-te a ti mesmo’.

E para nos conhecermos, nada melhor que uma boa cirurgia emocional, capaz de religar três componentes extremamente importantes de nós mesmos: boca, raciocínio e coração.