Tava relendo minha última postagem e achei tão idiota o meu comentário no final! Tão água com açúcar!!!!
Mas é verdade!!! Foi o que eu senti mesmo!
O que eu vou fazer se eu sou uma pessoa essencialmente otimista??!!!
Olha, eu tô trabalhando tanto, tanto, tanto... que embora eu esteja com a idéia de voltar a escrever aqui, não estou tendo tempo, nem idéias!
Vou pensar em alguma coisa...
bjs e boa noite!
segunda-feira, março 15, 2010
segunda-feira, março 08, 2010
Na chuva...
Estava eu ontem, no meio daquela chuva, andando na rua, qdo um carrão pára ao meu lado, abre o vidro e a mulher que estava lá dentro me diz: Ei, eu tô indo pra R. Território do Guaporé.
Eu pensei comigo: noooossa, não estou crendo que essa mulher quer saber onde fica essa rua agora, no meio dessa chuva!!!!
Detalhe: eu estava sem guarda-chuva.
Parei e já estava buscando na minha mente a melhor forma de explicar a ela como chegar à tal rua, qdo ela me falou: Se quiser, posso te deixar em algum lugar até lá.
Eu nem sei o que eu pensei na hora. Eu estava tão agoniada que só consegui responder: não, meu carro está ali. Valeu. E fui andando rápido sem nem olhar direito para ela.
Isso me fez pensar em como tem gente boa no mundo! Ela poderia ter passado direto com o carro e, de quebra, ainda ter me dado um banho daqueles. Mas sua atitude foi totalmente diferente. Ofereceu carona a uma pessoa estranha que nunca tinha visto antes.
E eu nem disse obrigada. Que mal educada que sou!
Mas depois eu disse em pensamento. Acho que isso alivia, né?!
Uma ótima semana pra vcs!!!
Bacana isso.
Eu pensei comigo: noooossa, não estou crendo que essa mulher quer saber onde fica essa rua agora, no meio dessa chuva!!!!
Detalhe: eu estava sem guarda-chuva.
Parei e já estava buscando na minha mente a melhor forma de explicar a ela como chegar à tal rua, qdo ela me falou: Se quiser, posso te deixar em algum lugar até lá.
Eu nem sei o que eu pensei na hora. Eu estava tão agoniada que só consegui responder: não, meu carro está ali. Valeu. E fui andando rápido sem nem olhar direito para ela.
Isso me fez pensar em como tem gente boa no mundo! Ela poderia ter passado direto com o carro e, de quebra, ainda ter me dado um banho daqueles. Mas sua atitude foi totalmente diferente. Ofereceu carona a uma pessoa estranha que nunca tinha visto antes.
E eu nem disse obrigada. Que mal educada que sou!
Mas depois eu disse em pensamento. Acho que isso alivia, né?!
Uma ótima semana pra vcs!!!
Bacana isso.
domingo, março 07, 2010
As Masmorras de Hartung na Onu
Tem coisas que não podem e não devem passar em branco. Que, ao chegar, ao nosso conhecimento, é um dever mais que cívíco, mas moral, levar ao conhecimento das pessoas.
Por isso, faço questão de escrever isso aqui.
Estava eu lendo a Folha de SP, quando me deparo com a seguinte notícia: "As mamorras de Hartung apareçerão na Onu."
A princípio o título não me disse nada, pq não sabia sequer do que se tratava Hartung. Mas, como antes tinha lido uma reportagem interessante do mesmo autor (Elio Gaspari), resolvi ver do que se tratava.
Hartung ou Paulo Hartung é governador do ES, pelo PMDB. Economista, parece que andou envolvido com o movimento estudantil durante a ditadura. Até aí tudo bem.
Dia 15, ele terá uma reunião com o Conselho de Direitos Humanos da Onu.
Motivo: seu governo está sendo acusado de ser autor, ou, no mínimo, conivente, de realização de torturas nos presídios do Espírito Santo. Durante a reunião, será analisado um dossiê, feito por ONGS, no qual há fotos de corpos de 3 presos esquartejados. Um, numa lata. Outro, em caixas. E outro com a cabeça separada do corpo e dentro de um saco plástico.
Embora estas denúncias de violência sejam antigas e o Ministério da Justiça já esteja ciente disso, NADA foi feito!
Finalmente o assunto chegou à Onu e esperamos agora que alguma justiça seja feita.
Nossa Constituição Federal de 88 estabelece como direito fundamental a dignidade do ser humano. Ao dizer isso, ela não precisa dizer mais nada. Tudo o que diz respeito a educação, trabalho, saúde, lazer... qualidade de vida, está incluído neste direito. Mas não é oferecida educação, muito menos trabalho, muito menos saúde... Nada! Quem nasce de uma família classe média consegue estudar, entrar numa faculdade, aos trancos, um bom bom emprego. Mas, quem nasce lenhado numa favela em meio a briga de tráfico, violência, filhos de pais que tbm não tiveram oportunidade, pra romper essa barreira é extremamente difícil!!!!
Infelizmente, a opção mais fácil para a maioria é a droga e o crime.
Então, o Estado que deveria ter o bom senso de reconhecer a sua falha na garantia dos direitos fundamentais, em vez de tentar consertar isso com um sistema prisional que reeduque, que dê uam nova visão da vida e novas oportunidades, faz o quê?
Esquarteja!
Ou, quando não faz isso, se omite.
Não sei o que é pior!!!
Mas, para não ser de todo pessimista, pq minha natureza é essencialmente otimista, outro dia li uma reportagem em algum lugar de uma delegada no Brasil que ganhou um prêmio por atirtudes inovadoras na adm de um presídio. Não lembro direito... mas no presídio (não lembro se era um presídio ou uma delegacia) os presos não andavam acorrentados, tinham respeito uns pelos outros, estudavam, trabalhavam e a maioria saía de lá reabilitado. O motivo: ela tratava a todos com autoridade sim, mas principalmente, com humanidade. Sua autoridade não era proveniente do medo, mas do exemplo, da educação. Ela ia além da sua obrigação, Mais do que manter presos, esclarecia.
Bem, eu espero, mesmo, que esse Hartung perca o mandato, seja preso e nunca mais volte para a vida política.
E que um dia o exemplo dessa outra delegada contagie o país.
Mudanças à vista...
Tenho tido vontade de escrever algumas coisas aqui... mas são assuntos completamente diferentes dos que me motivaram criar este blog.
Este blog foi criado, a princípio, para que eu pudesse manter minha família e amigos informados da minha vida, enquanto eu estava morando fora.
Mas, com o tempo, fui escrevendo tudo o que me vinha à cabeça... temas os mais diferentes possíveis, de piadas a discussões religiosas e políticas.
Então, pensei essa semana que eu deveria criar outros blogs para tratar de temas mais específicos e deixar este para as minhas besteiras particulares.
Mas eu não tenho tempo!!! E nem saco para isso!! Então vai ficar tudo aqui mesmo. Um liquidificador total!
Talvez, qdo eu tiver uma idéia criativa, eu mude o nome do blog. Mas, por hora, vai ficar tudo como está.
Então, vamos lá!
Este blog foi criado, a princípio, para que eu pudesse manter minha família e amigos informados da minha vida, enquanto eu estava morando fora.
Mas, com o tempo, fui escrevendo tudo o que me vinha à cabeça... temas os mais diferentes possíveis, de piadas a discussões religiosas e políticas.
Então, pensei essa semana que eu deveria criar outros blogs para tratar de temas mais específicos e deixar este para as minhas besteiras particulares.
Mas eu não tenho tempo!!! E nem saco para isso!! Então vai ficar tudo aqui mesmo. Um liquidificador total!
Talvez, qdo eu tiver uma idéia criativa, eu mude o nome do blog. Mas, por hora, vai ficar tudo como está.
Então, vamos lá!
domingo, fevereiro 28, 2010
MPB e PSIRICO
Nooossa, ando meeega sem tempo de postar aqui.
Mas eu continuo amando Toquinho.
Saí no carnaval esse ano e ao ver Psirico passar fiquei impressionada com a euforia do povo. Nãoooo, vcs não estão entendedo. Chiclete com Banana virou naaaaada perto de Psirico.
O bicho pegou completamente.
Então, depois de algumas reflexões cheguei à conclusão de que o povo AMA Psirico.
E eu, que em minha arrogância pseudo intelectual digo adorar MPB, entenda-se nisso, Toquinho, Tom Jobim, Chico Buarque, Maria Betânia e outros, cheguei à conclusão de que Música Popular de verdade é Psirico.
E agora?? Como ficam Toquinho, Chico Buarque, Tom Jobim, Maria Betânia?
E como fica Psirico dentro de tudo isso?
Acho que os críticos musicais estão precisando reavaliar seus conceitos.
Mas eu continuo amando Toquinho.
Saí no carnaval esse ano e ao ver Psirico passar fiquei impressionada com a euforia do povo. Nãoooo, vcs não estão entendedo. Chiclete com Banana virou naaaaada perto de Psirico.
O bicho pegou completamente.
Então, depois de algumas reflexões cheguei à conclusão de que o povo AMA Psirico.
E eu, que em minha arrogância pseudo intelectual digo adorar MPB, entenda-se nisso, Toquinho, Tom Jobim, Chico Buarque, Maria Betânia e outros, cheguei à conclusão de que Música Popular de verdade é Psirico.
E agora?? Como ficam Toquinho, Chico Buarque, Tom Jobim, Maria Betânia?
E como fica Psirico dentro de tudo isso?
Acho que os críticos musicais estão precisando reavaliar seus conceitos.
segunda-feira, julho 20, 2009
Poucas coisas valem à pena...
Nos últimos dias tenho escutado muito Toquinho. Sempre gostei de Toquinho. Sua voz suave tem o incrível poder de me acalmar.
Tenho escutado ele assim: chego no trabalho, geralmente tensa. Ligo o som e coloco em Toquinho. Pronto, parece mágica. A tensão diminui.
Acho que Toquinho é um dos maiores artistas brasileiros. Sua música combina melodias harmoniosas com letras poéticas e inteligentes. Às vezes falam de coisas simples, sentimentos como o amor...
Ao que vai chegar:
"Voa, coração, a minha força te conduz
que o sol de um novo amor em breve vai brilhar
Vara a escuridão
vai onde a noite esconde a luz
Clareia seu caminho e acende seu olhar...
Voa, coração, que ele não deve demorar
e tanta coisa a mais quero lhe oferecer
O brilho da paixão
pede a uma estrela pra emprestar
e traga junto a fé num novo amanhecer
Convida as luas cheia, minguante e crescente
e de onde se planta a paz, da paz quero a raiz
E uma casinha lá onde mora o sol poente
pra finalmente a gente simplesmente ser feliz."
Isso é Toquinho!
Ontem passou uma reportagem no fantástico em que uma médica ou psicóloga, não lembro bem, falava que é provado que falar palavrão nos ajuda a superar a dor, esquecer os problemas.
Eu acho que ela deve falar muito palavrão e qdo os filhos dela falarem muito palavrão não vai poder reclamar. Com certeza, ela nunca deve ter se deixado levar pelo sentimento de ouvir uma boa música, que nos alimenta de energias positivas. Nunca deve ter reparado na ação poderosa da prece, que nos conecta ao Criador de todas as coisas e nos faz sentir filhos amados de Deus, fortes o suficiente para suportar todas as dores.
Nessas horas vejo o quanto sou feliz por sentir todas essas coisas e por ter certeza de que o palavrão é totalmente dispensável em minha vida.
"Poucas coisas valem a pena
O importante é ter prazer
Longe de mim a inveja e
a maldade escondidas na vida
Hoje estamos nós em cena
E não há tempo a perder
Pois tudo acaba mesmo sempre em despedida."
(À sombra de um jatobá - Toquinho)
Agora me digam, não é muito melhor ouvir Toquinho?! :)
Um ótimo dia a todos!
Tenho escutado ele assim: chego no trabalho, geralmente tensa. Ligo o som e coloco em Toquinho. Pronto, parece mágica. A tensão diminui.
Acho que Toquinho é um dos maiores artistas brasileiros. Sua música combina melodias harmoniosas com letras poéticas e inteligentes. Às vezes falam de coisas simples, sentimentos como o amor...
Ao que vai chegar:
"Voa, coração, a minha força te conduz
que o sol de um novo amor em breve vai brilhar
Vara a escuridão
vai onde a noite esconde a luz
Clareia seu caminho e acende seu olhar...
Voa, coração, que ele não deve demorar
e tanta coisa a mais quero lhe oferecer
O brilho da paixão
pede a uma estrela pra emprestar
e traga junto a fé num novo amanhecer
Convida as luas cheia, minguante e crescente
e de onde se planta a paz, da paz quero a raiz
E uma casinha lá onde mora o sol poente
pra finalmente a gente simplesmente ser feliz."
Isso é Toquinho!
Ontem passou uma reportagem no fantástico em que uma médica ou psicóloga, não lembro bem, falava que é provado que falar palavrão nos ajuda a superar a dor, esquecer os problemas.
Eu acho que ela deve falar muito palavrão e qdo os filhos dela falarem muito palavrão não vai poder reclamar. Com certeza, ela nunca deve ter se deixado levar pelo sentimento de ouvir uma boa música, que nos alimenta de energias positivas. Nunca deve ter reparado na ação poderosa da prece, que nos conecta ao Criador de todas as coisas e nos faz sentir filhos amados de Deus, fortes o suficiente para suportar todas as dores.
Nessas horas vejo o quanto sou feliz por sentir todas essas coisas e por ter certeza de que o palavrão é totalmente dispensável em minha vida.
"Poucas coisas valem a pena
O importante é ter prazer
Longe de mim a inveja e
a maldade escondidas na vida
Hoje estamos nós em cena
E não há tempo a perder
Pois tudo acaba mesmo sempre em despedida."
(À sombra de um jatobá - Toquinho)
Agora me digam, não é muito melhor ouvir Toquinho?! :)
Um ótimo dia a todos!
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Caminhos que nos conduzem a Deus...
08:20h. Finalmente! Hoje é o grande dia! Nem acredito que vou tirar uns dias de descanso. Tenho que arrumar minhas coisas, mas... o que levar? Malha de ginástica – 1º item. Vou acordar às 07h todos os dias, fazer caminhadas e depois, meditar no lago junto aos patos. Há tempos que estou pensando em entrar para algum grupo de meditação... entoar mantras, ficar em silêncio total, encontrar o Deus que há em mim. Jorge – meu entrevistador de quando entrei na Doutrina Espírita - me disse certa vez que eu pensava demais! E, pior, sem qualidade de pensamento. Considerando que isso já faz mais de 4 anos, já passou da hora de eu começar a ter domínio sobre minha mente. Estes quatro dias serão perfeitos para isso. Voltarei revitalizada e praticamente uma zen budista!
Mas ainda tenho que acabar de arrumar minhas coisas. Alguns shorts e camisetas e pronto! Afinal de contas, não vou meditar o dia inteiro... provavelmente, eles farão algumas recreações. Tenho que estar preparada.
A manhã passa voando. Estou sozinha em casa. Tenho que deixar a casa arrumada para não ser lixada quando voltar de meu encontro com Deus. Num instante e já são 15hs. Todos os carros juntos. Hora de partir.
Mil expectativas.
Chegamos, finalmente! E, numa cena de botar inveja a qualquer retirante nordestino – Severino ou não –, subimos ladeira acima cheias de sacolas, tralhas e mais tralhas nas mãos. Teve gente que levou o quarto inteiro!
Pensamentos surgem em minha mente... onde vamos dormir??
- Por favor, venham por cá. Homens aqui embaixo, mulheres no andar de cima.
O local: uma escola. Os dormitórios: as salas de aula.
Sabe aquelas cenas que vimos nos jornais sobre o alagamento de Santa Catarina? Zilhões de pessoas se espremendo, quais formiguinhas, no chão? Guardadas as devidas proporções, era, mais ou menos, isso.
Tudo bem. Afinal, se é um retiro espiritual, é bom começar trabalhando o desprendimento e a simplicidade.
18:30h. Hora do jantar: arroz, salada, pão, queijo, ovos, presunto, suco e café. Nooossa, quanta coisa! Não é nenhum hotel, mas, considerando que sou viciada em pão com queijo, está ótimo!
Mas ainda tenho que acabar de arrumar minhas coisas. Alguns shorts e camisetas e pronto! Afinal de contas, não vou meditar o dia inteiro... provavelmente, eles farão algumas recreações. Tenho que estar preparada.
A manhã passa voando. Estou sozinha em casa. Tenho que deixar a casa arrumada para não ser lixada quando voltar de meu encontro com Deus. Num instante e já são 15hs. Todos os carros juntos. Hora de partir.
Mil expectativas.
Chegamos, finalmente! E, numa cena de botar inveja a qualquer retirante nordestino – Severino ou não –, subimos ladeira acima cheias de sacolas, tralhas e mais tralhas nas mãos. Teve gente que levou o quarto inteiro!
Pensamentos surgem em minha mente... onde vamos dormir??
- Por favor, venham por cá. Homens aqui embaixo, mulheres no andar de cima.
O local: uma escola. Os dormitórios: as salas de aula.
Sabe aquelas cenas que vimos nos jornais sobre o alagamento de Santa Catarina? Zilhões de pessoas se espremendo, quais formiguinhas, no chão? Guardadas as devidas proporções, era, mais ou menos, isso.
Tudo bem. Afinal, se é um retiro espiritual, é bom começar trabalhando o desprendimento e a simplicidade.
18:30h. Hora do jantar: arroz, salada, pão, queijo, ovos, presunto, suco e café. Nooossa, quanta coisa! Não é nenhum hotel, mas, considerando que sou viciada em pão com queijo, está ótimo!
20h. Palestra com Divaldo Franco. Divaldo Franco é o cara! Temos que aproveitar enquanto ele está vivo. Imagina daqui a uns 50 anos, quando Divaldo for um personagem dos livros de História e meus netos me perguntarem se eu o havia conhecido e pedindo-me para contar histórias interessantes. Me faz lembrar quando eu era pequena e perguntava a meu avô – que havia nascido no sertão de Sergipe – se ele havia conhecido Lampião. E ficava decepcionada cada vez que ele respondia que, quando era pequeno, havia conhecido um homem que tinha conhecido Lampião. Ora! Conhecer um homem que havia conhecido Lampião não é a mesma coisa de conhecer Lampião. Mas eu não desistia. Sempre que lembrava, perguntava: - Vôzinho, o Sr. conheceu Lampião? Quase chegava a ouvir ele me contado histórias fantásticas do tipo: - Claro, era super amigo dele. Ele não fazia nada antes de ouvir meus conselhos. Ou: - Claro, certa vez, ele invadiu nossa cidade, mas nós resistimos bravamente e o colocamos para fora de lá. Mas, a realidade nem sempre é como nossa imaginação sonha. E a resposta era sempre a mesma: - Não, mas eu conheci um homem que o conheceu.
Affffffffffffffffffffffffffffffffffffff!!!!!!!!!!
Enfim, precisava ter coisas interessantes para contar a meus netos!
Palestra linda. Emocionante, como sempre. O tema? Bezerra de Menezes. Lindo! Lindo! Lindo!
No final, vou tirar uma foto com ele. Mas não posso chegar, tirar a foto e sair. Seria bom conversar um pouco.
Conversa: - Sr. Divaldo, parabéns pela palestra. Posso tirar uma foto com o senhor? - Claro. - Muito obrigada. Tchau!
Acho que ao todo, a “conversa” não durou mais que 30 segundos. Não tem problema. Aos meus netos, estes 30 segundos se transformarão em 30 minutos de bate-papo animadíssimo. Quase uma conversa entre velhos amigos.
21h. Hora da ceia: torta de chocolate com recheio de goiabada. Adoro chocolate e adoro goiabada.
Que ótimo isso! Adorei!
23hs. Hora de dormir. Aqui tem hora pra tudo, sabe? Desde a hora em que acordamos até a hora em que vamos dormir.
As meninas do quarto nos convidam para ler uma mensagem edificante. Lemos a mensagem, refletimos a respeito e depois me ofereço para fazer a prece. As meninas colocam a música de Ave-Maria ao fundo. Está meio alto esse som. Mas, tudo bem. Estou acostumada a dormir ouvindo Ênya.
Boa noite.
Acordo várias vezes durante a noite. Este ventilador é um saco! Sou alérgica. Não posso dormir com ventilador!
05:30h. Acordo animadíssima para nossa aula de alongamento. É a primeira atividade do dia. Depois, é a hora de fazer o evangelho. Bem propício para alguém que está à procura de Deus. Estou achando tudo lindo!
Após o evangelho, escolho tomar banho antes do café da manhã. O banho é lá embaixo, no ginásio. Para quem não conhece, a Mansão do Caminho foi construída em meio a um terreno de muita área verde. Tem até um lago com patos. E, próximo ao lago, fica o ginásio de esportes, onde ficavam também os banheiros de tomar banho. Tínhamos que andar um pouquinho até chegar lá e, na volta, subir umas ladeiras.
Mas, voltando ao banho... – ops, o que é isso? Fila pro banho! E grande, hein?! A fila até que é rápida, mas logo vou descobrir o motivo de tanta rapidez. Chega a nossa vez. Mal abro o chuveiro e... “Vamos, pessoal, ainda tem gente na fila, rapidinho, acabando o banho!” Noooossa!!!! Se meu banho durou cinco minutos foi muito! Nem Schitara (lembram da Schitara dos Thundercats? Adorava os Thundercats!) conseguiria tomar um banho tão rápido.
Agora é subir a ladeira de volta pro café da manhã. Pra descer, todo santo ajuda. Mas a subida...
Chegamos ao local do café. Não tinha mais fila, mas, em compensação... as opções eram: pão, ovo, presunto. Não gosto de presunto, a menos que seja, defumado, light, de peru. E não era o caso. Ovo? Já tinha comido na noite anterior e não costumo comer ovo em dias seguidos. Cadê o meu queijo?????
Hora de iniciar as atividades. O que será que vamos fazer agora? Será que vamos organizar uma gincana?
08h. Palestra. Tema: Saúde integral. Bem, eles não disseram nada que eu já não soubesse, mas valeu à pena relembrar alguns conceitos. Fora que os palestrantes eram engraçadíssimos.
No intervalo, resolvemos descer para o lago – eu e as meninas. Enquanto descíamos, eis que uma voz surge: - Ei, vocês aí. Não pode descer! – Ãh? – É, por aí não pode. Está proibido.
Ok. Calma. Respirar! Vamos voltar.
09:30h. Palestra de novo.
12h. Fila pro almoço. Almoço.
Precisamos pegar umas coisas no quarto. Não pode. Está trancado. Só à noite. Isso está começando a parecer um quartel.
Tentamos de novo ir ao lago. Mas, eis que uma voz surge: - Ei, vocês aí. Não pode descer! Está proibido!!
Dessa vez, não agüento: - Pô, toda hora aparece alguém pra embarreirar a gente. Isso aqui está parecendo o big brother! Saco!!!!!
Voltamos ladeira acima.
E agora? Vamos fazer o quê? Se for palestra de novo...
14h. Atividade pedagógica. Bem, agora eles devem organizar alguma gincana, campeonato...
Agora vai ficar realmente bom!!!!
Em poucos minutos, descobrimos que a atividade pedagógica nada mais é que aula de evangelização nas salas. Os meninos devem estar pirados. Quanto a mim, vou virar evangelizanda. Vamos ver no que vai dar. A primeira atividade é em duplas. Integração. Fico com um rapazinho de 19 anos, a princípio, meio desconfiado. A monitora da turma explica que as duplas deverão tomar conta um do outro durante todo o evento, qual anjo da guarda e protegido. Entendi. Eu seria anja e ao mesmo tempo protegida. Legal isso! Mas meu protegido/anjo quase não fala. Acho que tem medo de mim. Então, faço um favor a ele - falo por mim e por ele. Não sei por que, mas ele fica cada vez mais sério.
Depois, as duplas se juntam a outras duplas e fazemos o trabalho que a tia Lú pediu. Ler um texto sobre a vida de Dr. Bezerra de Menezes como médico, discutir a respeito e depois fazer um desenho. Hahahahaha... Estou me sentindo no jardim de infância!!! Um dia assim, eu agüento. Mas, três??? Com certeza, não!
A noite chega, fila pro café, pra ceia... hora para dormir. Sinto saudade de minha mãe. Começo a pensar que deveria ter ficado em casa com minha família. Tenho dado pouca atenção a eles. Acho que amanhã vou dormir em casa.
Lemos uma mensagem. Fazemos uma prece.
Boa noite.
Acordo menos durante a noite, mas ainda não durmo bem.
05:30h. Alguém me toca e diz que é hora de levantar. Tinha esquecido que aqui tem hora marcada pra tudo. Abro o olho. Está escuro ainda. Olho o relógio. P.Q.P.!!!! Não quero alongar!
Não quero ir pro evangelho! Quero dormir!!!!! Que saco... isso aqui está muito chato!!!!! Levanto-me contrariadíssima, em ritmo de tartaruga, propositadamente, para chegar atrasada ao alongamento. Estou mal-humoradíssima!!!!! Não concordo com esse modelo de atividades – palestra durante toda a manhã, evangelização à tarde. Ser obrigada a levantar às 05:30h e dormir às 0h. Não poder descer pro lago... e ainda não fiz nenhuma meditação e nenhuma caminhada com minha roupa de ginástica! Não foi isso que planejei para os meus quatro dias de encontro com Deus! Chego ao auge de minha indignação. Sinto, de novo, saudade de minha mãe.
Converso com Rafa e ele me dá carta branca para ir dormir em casa à noite.
Mas, o ser humano é um organismo complexo. E eu não fujo à regra.
Meus pensamentos começam a entrar em ação, mais uma vez. E, lembro-me de uns trechos de um livro que estou lendo: “Nas nossas vidas reais, estamos constantemente pulando de um lugar para outro para nos ajustar ao desconforto físico, emocional e psicológico – de modo a evitar a realidade da dor e do incômodo.”
É verdade. Sempre que alguma coisa nos incomoda, reagimos no sentido contrário. E estas reações são automáticas. Acontece assim comigo também. Como uma mosca que fica zumbindo em nosso ouvido. Qual a primeira reação? Dar um tapão! Ou seja, eliminar a causa do incômodo.
Segundo a tradição iogue, nunca devemos dar a nós mesmos a oportunidade de nos entregar, porque, quando agimos assim, isso se torna uma tendência. Em vez disso, precisamos treinar ficar fortes.
Lembro de novo de Jorge, meu antigo entrevistador, que sempre me dizia que eu era uma pessoa muito forte. Será? Lembro da parábola da porta-estreita. Eu não estava lá para buscar Deus dentro de mim? O caminho para Deus é difícil. É preciso fugir aos velhos padrões de pensamentos e de atitudes e fazer diferente. O momento me pedia para ser forte, para sair dos padrões, mudar de perspectiva.
Eu achava que tinha ido ao encontro para fazer companhia às meninas, meditar com os patos e caminhar ao longo do lago, mas a proposta era outra e era isso que eu precisava enxergar. Os caminhos para Deus são inúmeros e tudo o que eu precisava fazer era mudar de perspectiva. Olhar com outros olhos e aproveitar a oportunidade que a vida estava me dando.
Como no dia do fico, decido ficar. Vou ficar. Vou dormir. Acordar às 05:30h. Assistir todas as palestras, pegar fila pro banho, fila pro café, fila pro almoço, fila pro lanche, fila, fila, fila, participar da evangelização. Vou fazer tudo o que tenho para fazer e, no final, descobrir o que ganhei. Como Ulisses no caminho para Ítaca.
É. Assim sou eu. Num momento, tempestade; 10 minutos depois, a brisa leve de uma manhã de primavera. Volúvel? Talvez. Mas eu prefiro assim - uma metamorfose ambulante, como diria Raul, o Seixas, desde que isso me traga crescimento.
A segunda-feira termina ótima. Levo uma bronca de uma das organizadoras do evento por usar roupas curtas. É que meu conceito de roupa curta é bem diferente do conceito dela. Roupa curta é o que uso no carnaval e lá, estava usando roupa normal. Aliás, selecionei os maiores shorts de meu guarda-roupa. Mas, tudo bem. Lembro de Rafa, falando da importância de dar feedbacks positivos e, num impulso, peço desculpas e lhe dou um abraço. Por essa, ela não esperava.
Durmo muito bem essa noite. Acordo disposta. O dia passa bem. Meu protegido finalmente vira meu amigo e eu já estou achando as aulas de evangelização divertidíssimas. Começo a pensar a diferença que pode fazer em nossa vida quando mudamos de perspectiva. Eu havia me adaptado plenamente à proposta do encontro e, embora não tivesse a oportunidade de meditar ou de caminhar pelo lago, pude aprender muita coisa. E, durante esse aprendizado, cresci.
No final das contas, até a disciplina com os horários foi positiva. Certa vez Emmanuel disse a Chico o que ele precisaria para servir bem a Jesus através da mediunidade. Chico só precisaria de três coisas: a primeira, disciplina; a segunda, disciplina e a terceira, disciplina.
Se Chico Xavier que está a 100 anos luz de evolução na minha frente precisou de disciplina, quiçá eu. E algo me diz que estes brevíssimos dias que passamos foram apenas um pequeno treino para o que ainda está por vir na nossa longa estrada de espíritos imortais.
Affffffffffffffffffffffffffffffffffffff!!!!!!!!!!
Enfim, precisava ter coisas interessantes para contar a meus netos!
Palestra linda. Emocionante, como sempre. O tema? Bezerra de Menezes. Lindo! Lindo! Lindo!
No final, vou tirar uma foto com ele. Mas não posso chegar, tirar a foto e sair. Seria bom conversar um pouco.
Conversa: - Sr. Divaldo, parabéns pela palestra. Posso tirar uma foto com o senhor? - Claro. - Muito obrigada. Tchau!
Acho que ao todo, a “conversa” não durou mais que 30 segundos. Não tem problema. Aos meus netos, estes 30 segundos se transformarão em 30 minutos de bate-papo animadíssimo. Quase uma conversa entre velhos amigos.
21h. Hora da ceia: torta de chocolate com recheio de goiabada. Adoro chocolate e adoro goiabada.
Que ótimo isso! Adorei!
23hs. Hora de dormir. Aqui tem hora pra tudo, sabe? Desde a hora em que acordamos até a hora em que vamos dormir.
As meninas do quarto nos convidam para ler uma mensagem edificante. Lemos a mensagem, refletimos a respeito e depois me ofereço para fazer a prece. As meninas colocam a música de Ave-Maria ao fundo. Está meio alto esse som. Mas, tudo bem. Estou acostumada a dormir ouvindo Ênya.
Boa noite.
Acordo várias vezes durante a noite. Este ventilador é um saco! Sou alérgica. Não posso dormir com ventilador!
05:30h. Acordo animadíssima para nossa aula de alongamento. É a primeira atividade do dia. Depois, é a hora de fazer o evangelho. Bem propício para alguém que está à procura de Deus. Estou achando tudo lindo!
Após o evangelho, escolho tomar banho antes do café da manhã. O banho é lá embaixo, no ginásio. Para quem não conhece, a Mansão do Caminho foi construída em meio a um terreno de muita área verde. Tem até um lago com patos. E, próximo ao lago, fica o ginásio de esportes, onde ficavam também os banheiros de tomar banho. Tínhamos que andar um pouquinho até chegar lá e, na volta, subir umas ladeiras.
Mas, voltando ao banho... – ops, o que é isso? Fila pro banho! E grande, hein?! A fila até que é rápida, mas logo vou descobrir o motivo de tanta rapidez. Chega a nossa vez. Mal abro o chuveiro e... “Vamos, pessoal, ainda tem gente na fila, rapidinho, acabando o banho!” Noooossa!!!! Se meu banho durou cinco minutos foi muito! Nem Schitara (lembram da Schitara dos Thundercats? Adorava os Thundercats!) conseguiria tomar um banho tão rápido.
Agora é subir a ladeira de volta pro café da manhã. Pra descer, todo santo ajuda. Mas a subida...
Chegamos ao local do café. Não tinha mais fila, mas, em compensação... as opções eram: pão, ovo, presunto. Não gosto de presunto, a menos que seja, defumado, light, de peru. E não era o caso. Ovo? Já tinha comido na noite anterior e não costumo comer ovo em dias seguidos. Cadê o meu queijo?????
Hora de iniciar as atividades. O que será que vamos fazer agora? Será que vamos organizar uma gincana?
08h. Palestra. Tema: Saúde integral. Bem, eles não disseram nada que eu já não soubesse, mas valeu à pena relembrar alguns conceitos. Fora que os palestrantes eram engraçadíssimos.
No intervalo, resolvemos descer para o lago – eu e as meninas. Enquanto descíamos, eis que uma voz surge: - Ei, vocês aí. Não pode descer! – Ãh? – É, por aí não pode. Está proibido.
Ok. Calma. Respirar! Vamos voltar.
09:30h. Palestra de novo.
12h. Fila pro almoço. Almoço.
Precisamos pegar umas coisas no quarto. Não pode. Está trancado. Só à noite. Isso está começando a parecer um quartel.
Tentamos de novo ir ao lago. Mas, eis que uma voz surge: - Ei, vocês aí. Não pode descer! Está proibido!!
Dessa vez, não agüento: - Pô, toda hora aparece alguém pra embarreirar a gente. Isso aqui está parecendo o big brother! Saco!!!!!
Voltamos ladeira acima.
E agora? Vamos fazer o quê? Se for palestra de novo...
14h. Atividade pedagógica. Bem, agora eles devem organizar alguma gincana, campeonato...
Agora vai ficar realmente bom!!!!
Em poucos minutos, descobrimos que a atividade pedagógica nada mais é que aula de evangelização nas salas. Os meninos devem estar pirados. Quanto a mim, vou virar evangelizanda. Vamos ver no que vai dar. A primeira atividade é em duplas. Integração. Fico com um rapazinho de 19 anos, a princípio, meio desconfiado. A monitora da turma explica que as duplas deverão tomar conta um do outro durante todo o evento, qual anjo da guarda e protegido. Entendi. Eu seria anja e ao mesmo tempo protegida. Legal isso! Mas meu protegido/anjo quase não fala. Acho que tem medo de mim. Então, faço um favor a ele - falo por mim e por ele. Não sei por que, mas ele fica cada vez mais sério.
Depois, as duplas se juntam a outras duplas e fazemos o trabalho que a tia Lú pediu. Ler um texto sobre a vida de Dr. Bezerra de Menezes como médico, discutir a respeito e depois fazer um desenho. Hahahahaha... Estou me sentindo no jardim de infância!!! Um dia assim, eu agüento. Mas, três??? Com certeza, não!
A noite chega, fila pro café, pra ceia... hora para dormir. Sinto saudade de minha mãe. Começo a pensar que deveria ter ficado em casa com minha família. Tenho dado pouca atenção a eles. Acho que amanhã vou dormir em casa.
Lemos uma mensagem. Fazemos uma prece.
Boa noite.
Acordo menos durante a noite, mas ainda não durmo bem.
05:30h. Alguém me toca e diz que é hora de levantar. Tinha esquecido que aqui tem hora marcada pra tudo. Abro o olho. Está escuro ainda. Olho o relógio. P.Q.P.!!!! Não quero alongar!
Não quero ir pro evangelho! Quero dormir!!!!! Que saco... isso aqui está muito chato!!!!! Levanto-me contrariadíssima, em ritmo de tartaruga, propositadamente, para chegar atrasada ao alongamento. Estou mal-humoradíssima!!!!! Não concordo com esse modelo de atividades – palestra durante toda a manhã, evangelização à tarde. Ser obrigada a levantar às 05:30h e dormir às 0h. Não poder descer pro lago... e ainda não fiz nenhuma meditação e nenhuma caminhada com minha roupa de ginástica! Não foi isso que planejei para os meus quatro dias de encontro com Deus! Chego ao auge de minha indignação. Sinto, de novo, saudade de minha mãe.
Converso com Rafa e ele me dá carta branca para ir dormir em casa à noite.
Mas, o ser humano é um organismo complexo. E eu não fujo à regra.
Meus pensamentos começam a entrar em ação, mais uma vez. E, lembro-me de uns trechos de um livro que estou lendo: “Nas nossas vidas reais, estamos constantemente pulando de um lugar para outro para nos ajustar ao desconforto físico, emocional e psicológico – de modo a evitar a realidade da dor e do incômodo.”
É verdade. Sempre que alguma coisa nos incomoda, reagimos no sentido contrário. E estas reações são automáticas. Acontece assim comigo também. Como uma mosca que fica zumbindo em nosso ouvido. Qual a primeira reação? Dar um tapão! Ou seja, eliminar a causa do incômodo.
Segundo a tradição iogue, nunca devemos dar a nós mesmos a oportunidade de nos entregar, porque, quando agimos assim, isso se torna uma tendência. Em vez disso, precisamos treinar ficar fortes.
Lembro de novo de Jorge, meu antigo entrevistador, que sempre me dizia que eu era uma pessoa muito forte. Será? Lembro da parábola da porta-estreita. Eu não estava lá para buscar Deus dentro de mim? O caminho para Deus é difícil. É preciso fugir aos velhos padrões de pensamentos e de atitudes e fazer diferente. O momento me pedia para ser forte, para sair dos padrões, mudar de perspectiva.
Eu achava que tinha ido ao encontro para fazer companhia às meninas, meditar com os patos e caminhar ao longo do lago, mas a proposta era outra e era isso que eu precisava enxergar. Os caminhos para Deus são inúmeros e tudo o que eu precisava fazer era mudar de perspectiva. Olhar com outros olhos e aproveitar a oportunidade que a vida estava me dando.
Como no dia do fico, decido ficar. Vou ficar. Vou dormir. Acordar às 05:30h. Assistir todas as palestras, pegar fila pro banho, fila pro café, fila pro almoço, fila pro lanche, fila, fila, fila, participar da evangelização. Vou fazer tudo o que tenho para fazer e, no final, descobrir o que ganhei. Como Ulisses no caminho para Ítaca.
É. Assim sou eu. Num momento, tempestade; 10 minutos depois, a brisa leve de uma manhã de primavera. Volúvel? Talvez. Mas eu prefiro assim - uma metamorfose ambulante, como diria Raul, o Seixas, desde que isso me traga crescimento.
A segunda-feira termina ótima. Levo uma bronca de uma das organizadoras do evento por usar roupas curtas. É que meu conceito de roupa curta é bem diferente do conceito dela. Roupa curta é o que uso no carnaval e lá, estava usando roupa normal. Aliás, selecionei os maiores shorts de meu guarda-roupa. Mas, tudo bem. Lembro de Rafa, falando da importância de dar feedbacks positivos e, num impulso, peço desculpas e lhe dou um abraço. Por essa, ela não esperava.
Durmo muito bem essa noite. Acordo disposta. O dia passa bem. Meu protegido finalmente vira meu amigo e eu já estou achando as aulas de evangelização divertidíssimas. Começo a pensar a diferença que pode fazer em nossa vida quando mudamos de perspectiva. Eu havia me adaptado plenamente à proposta do encontro e, embora não tivesse a oportunidade de meditar ou de caminhar pelo lago, pude aprender muita coisa. E, durante esse aprendizado, cresci.
No final das contas, até a disciplina com os horários foi positiva. Certa vez Emmanuel disse a Chico o que ele precisaria para servir bem a Jesus através da mediunidade. Chico só precisaria de três coisas: a primeira, disciplina; a segunda, disciplina e a terceira, disciplina.
Se Chico Xavier que está a 100 anos luz de evolução na minha frente precisou de disciplina, quiçá eu. E algo me diz que estes brevíssimos dias que passamos foram apenas um pequeno treino para o que ainda está por vir na nossa longa estrada de espíritos imortais.
quinta-feira, julho 24, 2008
Sobre a salvação...
"... A salvação compreende a adoção de um estado de consciência que disponibilize a mente para a captação do mundo como ele se apresenta, isto é, sem os filtros impeditivos das defesas do ego. Salvar-se é predispor-se a viver a Vida sentindo suas conseqüências com maturidade e equilíbrio, quaisquer que sejam elas. A salvação diz respeito a uma mudança de atitude psíquica. Trata-se de estabelecer um estado de espírito que possibilite a apreensão das leis de Deus sem os medos e os receios impregnados nos mecanismos de defesa que normalmente o ser humano adota frente à Vida e perante aquilo que desconhece. O ‘inimigo’, por assim dizer, é oculto, interno, inconsciente, e age sutilmente nos escaninhos da mente humana. A salvação compreende a necessidade de aprender a lidar com esse inimigo interno, correspondente à sombra pessoal.
Por outro lado, a afirmação de que fora da caridade não há salvação supõe que não existe outro estado possível. É determinante que se aja daquela forma sem a qual não se alcança o que se pretende. Nesse sentido, a caridade não é tão somente uma atitude externa ou um ato isolado. É também um estado de espírito, uma atitude psíquica. Uma predispõe a outra atitude mais elevada.
A caridade é um meio, como uma ponte que nos leva de um lugar a outro, sem os perigos de se cair no abismo. Não se trata de uma atividade externa, como um compromisso social ou uma regra decorrente de um preceito religioso. Pode-se até iniciar-se a compreensão de seu significado pela prática externa, mas isso não garante alcançar seu sentido real...
Doar algo a alguém é desprender-se de si mesmo vendo o outro como ele é. É não projetar sua sombra no outro. Ela, a caridade, leva o indivíduo a sair de si e a perceber o outro no momento evolutivo em que se encontra..."
Do livro: Psicologia do Evangelho (Adénauer Novaes), cap. 2
quarta-feira, julho 16, 2008
Historinha!
O barbeiro
“O ateu procura convencer os outros para persuadir-se a si mesmo. Deus nunca faz milagres para convencer os ateístas; suas obras já bastam.”
“O ateu procura convencer os outros para persuadir-se a si mesmo. Deus nunca faz milagres para convencer os ateístas; suas obras já bastam.”
Um senhor estava no barbeiro cortando os cabelos e fazendo a barba.
Enquanto isso conversava com o barbeiro e falava da vida e de Deus. Daí a pouco, o barbeiro incrédulo não agüentou e falou:
- Deixe disso, meu caro, Deus não existe!!!
- Por quê?
- Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis passando fome!!! Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e enxergar!
- Bem, esta é sua maneira de pensar, não é?
- Sim, claro!
O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço. Não agüentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:
- Sabe de uma coisa? Não acredito em barbeiro!
- Como?
- Sim, se existissem barbeiros, não haveriam pessoas de cabelos e barbas compridas.
- Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!
- Entendeu agora?
sexta-feira, maio 30, 2008
Sobre a entrega
"Você procura grandes coisas em sua vida?", pergunta o profeta. "Não as procure."
Por quê?
Porque não existe grandeza nas coisas. As coisas não podem ser maiores do que elas mesmas. A única grandeza que existe é na entrega proporcionada pelo Amor.
Do livro: O Dom Supremo
terça-feira, abril 22, 2008
Felicidade
"A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio em que se encontra.”
Allan Kardec
terça-feira, abril 15, 2008
Olimpíadas e Tibet
Temos visto muitas manisfestações contra a realização das Olimpíadas na China. Muitos não entendem o por quê disso.
Só para esclarecer, resumidamente, a China, país escolhido para realização das olimpíadas, é um dos países que mais desrespeitam os direitos humanos e o meio ambiente. Além disso, há décadas promove uma repressão cultural com atos de violência contra os tibetanos, povo pacífico que vive sob o jugo chinês.
Entretanto, a fim de satisfazer interesses comerciais, o comitê olímpico resolveu esquecer esse fato e passar por cima de toda ética e de toda responsabilidade social.
Mas, por quê? Porque todos sabem que nossa memória é curta. Embora todas as manifestações contra a China e pró Tibet, assim que as Olimpíadas começarem, todos ligarão suas tvs e a acompanharão de perto. Centenas vão assistir pessoalmente aos jogos, gerando lucro para a China e, mais uma vez, a questão humanitária será esquecida.
Me pergunto: até quando?????
Priscila
quarta-feira, abril 09, 2008
A salvação
A idéia de salvação há muito ocupa o pensamento da Humanidade.
Contudo, o conceito permanece indefinido. Afinal, em que consiste exatamente a salvação?
Será um processo mágico que transmuda de repente um ser egoísta e falho em um anjo de amor e misericórdia?
Os homens sempre têm buscado gurus e salvadores. Não no sentido de um mestre cujos exemplos devam ser imitados e os ensinamentos, seguidos. Mas sim como alguém que faça o trabalho duro. Há um certo gosto pelo maravilhoso, por soluções fáceis e rápidas.
Conforme algumas concepções, basta crer em um Ser Superior para ser salvo ou redimido. Pela obra e graça de um terceiro, os problemas da criatura somem e ela se transporta a um mundo ideal. Aí, então, tudo é descanso e ócio.
As fissuras morais desaparecem e não há mais dúvidas ou desafios. A rigor, nem se tem mais o mesmo ser, mas outro totalmente diferente, sem qualquer vínculo com o primeiro.
Há quem confira a alguns ritos o poder de provocar essa surpreendente transformação.
Entretanto, no âmbito cristão, não é possível olvidar o princípio evangélico que diz:A cada um segundo suas obras.
No livro O Consolador, o Espírito Emmanuel, mediante a psicografia do médium Francisco Cândido Xavier, trata do tema.
Segundo ele, a salvação da alma deve ser entendida como auto-iluminação, a caminho das mais elevadas realizações. Ou seja, o próprio ser se ilumina. Não se trata de mero aproveitamento do esforço de terceiro.
Emmanuel afirma que o Evangelho é o roteiro para a ascensão de todos os Espíritos.
Da vivência do Evangelho decorre a luz espiritual.
Conclui-se que a salvação é o resultado de um trabalhoso processo de auto-iluminação.
O candidato deve esforçar-se em seguir os exemplos e os ensinamentos do Cristo. Necessita abandonar tendências inferiores e vícios. Romper com velhos hábitos e assumir o compromisso de ser melhor a cada dia. Cessar com maledicência, pornografia, preguiça, desonestidade e tudo o mais que seja incompatível com o título de cristão.
A salvação é um compromisso que o homem assume com sua consciência.É uma questão de maturidade, de assumir a responsabilidade pela própria existência imortal. Não há milagres e nem solução fácil.
Um não faz o trabalho árduo pelo outro.
A redenção é o resultado de muito esforço e disciplina. O ser surge redimido quando está pronto para a vivência da mais pura fraternidade.
Quando realmente internalizou a idéia de que deve tratar o próximo como gostaria de ser tratado. Quando não mais se permite baixezas e deslealdades.
Quando a dor do próximo toca fundo em seu coração.
Ao redimir-se, o Espírito se liberta do mal.
Por entender as dificuldades alheias, perdoa com facilidade e não permite que o mal do mundo o contamine.
Por saber o quão difícil e trabalhoso é purificar-se, torna-se indulgente com as imperfeições alheias.
E faz todo o bem possível, pois sente intensa compaixão pelos semelhantes.
Tal estado d'alma liberta o Espírito dos círculos do sofrimento e o habilita a vivências sublimes em mundos depurados.
Esse é o significado da salvação.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base na questão 225, do livro O consolador, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb. Em 08.04.2008.
segunda-feira, março 31, 2008
Os perigos do internetês
"Quem usa internetês, jamais terá capacidade para construir um discurso complexo"
Alê Carvalho – membro de uma comunidade do Orkut.
Oieee! Kiria fala q vc eh legaw soh ki to chatiadu neh...pq vc naum xego na hr q eu t flei?!
Peço que não estranhe a frase inicial deste meu novo artigo. Sim, eu ainda uso o corretor do Word, além de me esforçar por usar algumas regras básicas da língua portuguesa. Não, também não sou adepta de rotulações e críticas com relação a quem não faz uso das chamadas normas cultas do português.
Acontece que precisamos analisar o quanto está sendo positivo para os jovens a utilização cada vez mais abrangente do “internetês”.Tente copiar e colar a primeira frase em um novo documento de seu computador e analise quantos sublinhados em vermelho irão aparecer. Ótimo. Seu computador acaba de lhe avisar que é bem provável que as pessoas que estarão lendo esta frase, não conseguirão compreender tais palavras.
Não é à toa que existem normas e regras. Elas estão aí para que TODOS possam se beneficiar no entendimento mútuo. São as bases da comunicação bem sucedida.
Devemos levar em conta que, ao estudarmos comunicação e expressão, na atualidade, aprendemos que devemos respeitar o tipo de cultura e a região onde estão inseridos os falantes e escritores. Sem dúvida! Bem por este motivo declaro que este artigo não tem a mínima intenção de afirmar "nós" escrevemos certo, e eles, "errado".
Compreendo que aquele que não teve condições de aprender língua portuguesa na escola fará uso do que lhe passaram durante a sua vida. Ouvir algumas pessoas dizendo ou mesmo escrevendo o “nóis foi” ou o “nóis fica” não deve nos desagradar em absolutamente nada.
Da mesma maneira, os que residem em diferentes regiões deste imenso Brasil, aprendem conforme a sua cultura regional. Nada mais natural que se expressem com palavras que só são utilizadas em determinadas localidades. Não há erro nisso.
Entretanto, os jovens da atualidade, que fazem uso de uma linguagem muito diferente do que aprendem comumente nas escolas, (muitas particulares) estão – como diria um crítico de uma comunidade do orkut, “assassinando o português à tecladas”. Só que não é o português quem virá se defender de tal crime. Estes mesmos jovens certamente terão dificuldades e por si só poderão avaliar os benefícios e prejuízos causados por este costume. Respondendo à uma entrevista realizada pela revista Época, uma estudante universitária disse: “Gostaria de citar à época em que eu abreviava "que" por "q" na Internet, eu só fui mudar a minha postura em relação ao problema, a partir do momento que me dei conta de que os textos que eu escrevia para o jornal, eventualmente, continham "q" no lugar de "que".
Mas não é aí que está o maior problema. O que dizer dos que levantam a bandeira de que é preciso impor o recurso dos torpedos dos celulares, eficientes como recados rápidos, como língua única, capaz de atender a todos os altos objetivos de um sistema complexo como é o da língua portuguesa? Complicado.
Os professores também têm sentido dificuldades em sala de aula, por conta desse fenômeno: “Não há condições de tolerar o desrespeito ao idioma, principalmente dentro da sala de aula. Uma coisa é usar gírias e internetês na informalidade e com amigos. Outra é levar esses vícios para toda a comunicação", argumenta Elenice Rodrigues Lorenz, de Língua Portuguesa, Literatura e Produção Textual. Ela diz ainda que o problema está na carência do domínio da língua materna. "As pessoas não lêem, não procuram ampliar seu vocabulário, erram na regência e na concordância das frases e das palavras; têm dificuldade de conectar idéias e de interpretar textos". Para Elenice, portanto, a preocupação é "adotar" o internetês como único recurso escrito alternativo, exatamente por ser simplificado e pobre de regras gramaticais e lingüísticas.
E quando, entre os próprios jovens, surge uma crítica direcionada? Dionísio da Silva, escritor do observatório da imprensa, comenta sua satisfação ao conhecer um site criado por jovens inconformados com o internetês, o “Eu sei escrever”.http://euseiescrever.blogspot.com/criadores
Diz ele que “Era preciso avisar aos internautas, principalmente aos mais jovens, que o internetês tinha atravessado a perigosa linha vermelha que tudo desordena e vira de ponta-cabeça o que se quer: em vez de clareza, confusão; em vez de comunicação, a selva escura em que tantos já se perderam sob o disfarce da contestação por ela mesma”.
Meditemos.
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