Conforme prometi:
"...
Rabi!
Jesus pára pra ouvis a resposta de Zaqueu:
- Sei que tenho retirado do povo tudo o que posso; tenho sido um mau administrador, e minha fortuna, eu a conquistei com as lágrimas alheias. De agora em diante, retribuirei a todos a quem causei constrangimento e devolverei tudo àqueles de quem tirei.
Jesus sorri discretamente, sabendo que o tempo, os séculos aguardariam pacientemente a transformação das almas delinquentes em anjos de luz. Jesus sabia esperar.
...
O tempo passou, e os séculos fizeram o papel de cinzel do tempo, modificando o conteúdo íntimo daquela alma pequenina, transformando-a num gigante da fé.
Zaqueu renasce e retorna ao palco do mundo.
Um dia, uma multidão faminta, aflita e insegura procura o representante de jesus. Após um dia estafante de trabalho, aquele homem já não encontrava forças para continuar atendendo aos convidados de Jesus. Dezenove séculos se passaram, e agora ele renasceu refeltindo nos próprios olhos o olhar do rabi.
Olhos doces, pequeninos e de cor de mel, ele recebe uma mulher aflita. Zaqueu, renovado sob nova roupagem física, pergunta à mulher o que a angustia. Ela responde:
-Ah! Meu senhor, não tenho sequer um centavo para comprar o pão de meus filhos. Como então poderei comprar o remédio para o menino que desfalece em meus braços?
Os olhos experiente relembram o sofrimento dos séculos. E, nas telas da memória, ele relembra a promessa feita a Jesus, de que devolveria ao antigo dono tudo aquilo que dele extorquira e se doaria por completo àqueles a quem prejudicara.
Cansado, já com o peso do sofrimento sobre seus ombros, toca as próprias mãos.
Ao perceber o único bem que lhe restava, o anel de médico, retira-o do dedo e o entrega à mulher, que, antes de partir, beija-lhe a mão de ançião e agradece comovida:
-
Obrigada, dr. Bezerra de Menezes. Muito obrigada.
- Não agradeça, filha. Estou apenas devolvendo aquilo que lhe tirei.
Jesus, sorrindo, permanece investindo na humanidae sem pressa, sabendo que o carvão mais negro se transformará um dia no diamante luminífero, a irradiar a luz do sol."
Zaqueu, o publicano, cobrador de impostos cruel, vivera nos tempos de Jesus e enriquecera ilicitamente com o comércio espúrio que realizava desde a mocidade. Era odiado pela comunidade local pelo sofrimento que provocara em tanta gente. Intimamente desejava mudar, mas era preciso que algo ou alguma força externa o impulsionasse para isso.
O Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu no dia 29 de Agosto de 1831, em Riacho do Sangue, no Ceará, descendente de antiga família das primeiras que vieram do Sul povoar aquele Estado.
Em 1838, entrou para a escola pública da Vila do Frade. Diplomou-se, em 1856, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. No dia 6 de novembro de 1858, casou-se com Dª Maria Cândida de Lacerda, que faleceu em 24 de março de 1863, deixando-lhe dois filhos (em de 3 anos e um de 1 ano).
Conheceu o espiritismo em 1875 e, em 16 de Agosto de 1886, diante de um público extraordinário, proclamou a sua adesão ao Espiritismo.
A partir daí, toda sua existência foi totalmente dedicada à causa de Cristo, sendo considerado o médico dos pobres e o apóstolo da caridade devido à sua dedicação a causa de Cristo, pelo amor que dedicava ao próximo.
Foi vereador e deputado pelo Rio de Janeiro, além de presidente da FEB, Federação Espírita Brasileira, onde conseguiu aglutinar o movimento espírita.
Em 11 de abril de 1900, às onze horas e meia, desencarnava, no Rio de Janeiro, o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, o inolvidável Apóstolo do Espiritismo no Brasil.
Como vemos, Jesus sabe esperar a transformação de cada um.
Abraços a todos!

Um comentário:
Muito bom!!!!
Foi bom conhecer essa história!
Espero q eu tb logo logo renasça!
Só depende de mim né irmazinha?!?!
:P.
Esse dia tá chegando!
De qualquer forma, adorei!
Beijo!
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