quarta-feira, junho 13, 2007

Doação de Órgãos no Brasil

Hj um dos textos que postei aqui no início do mês de maio de título Transplante de Órgãos foi comentado por Regina. Uma pessoa que eu não conheço, mas que deu uma grande contribuição para a causa.

Posto aqui o comentário dela para que todos tenham acesso. É importante que este assunto seja discutido entre as família, as rodas de amigos... para q a doação de órgãos se torne mais comum em nossa sociedade acabando com as inúmeras filas de pessoas ansiosas por viver.

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"Os grandes desafios do nosso tempo nos transformam em alquimistas do século XXI. Trata-se de transformar MORTE em VIDA, recuperando áreas poluídas e devastadas, resgatando a cidadania de populações e grupos sociais alijados pela diferença e também viabilizando a doação e o transplante de orgãos para aqueles cujas vidas dependem disso.

Parece tão ou mais dificil do que transmutar metal em ouro: depende de desprendimento, compaixão, solidariedade e também empenho e eficiência da máquina pública.

Falando de uma situação específica – os transplantes hepáticos, para exemplificar um problema macro:

- Entre 15 de julho de 2006 e 25 de janeiro de 2007, o número transplantes hepáticos no Estado do Rio de Janeiro alcançou a marca histórica de 54 cirurgias.

- No ultimo semestre de 2006, o índice de transplantes no Estado foi de 10 cirurgias para cada 1 milhão de habitante. Este resultado está muito acima da média brasileira, aproximando-se dos melhores centros mundiais (por ex. Canadá: 14 cirurgias por milhão de habitantes).

- A expectativa para o ano de 2007 era de que fossem realizados de 80 a 100 transplantes de fígado, o que significaria uma redução de 25 a 30% por ano na fila de espera pelo órgão.

- Em janeiro de 2007, 14 pessoas foram transplantadas.

- Entretanto, de fevereiro a maio de 2007, apenas 16 transplantes de fígado foram realizados no Estado, baixando o índice para 4 cirurgias/milhão de habitante.

Apesar da doação de órgãos não ser ainda uma prática habitual na nossa sociedade, fica claro que há um problema na captação e coordenação do sistema, a cargo da RIO TRANSPLANTE – Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

O que está acontecendo? Que providências o Estado está tomando para retomar o ritmo das cirurgias e fazer avançar fila de pacientes à espera de transplantes?

Permito-me invadir o seu espaço para divulgar esta situação e procurar apoio, ajuda para reverter a triste situação atual e recuperar os excelentes resultados da RIO TRANSPLANTE, instituição que já esteve entre as mais eficientes do país. "

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