Conclusões de Aninha
Cora Coralina
Estavam ali parados.
Marido e mulher.
Esperavam o carro.
E foi que veio aquela da roça tímida, humilde, sofrida.
Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,
e tudo que tinha dentro.
Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar novo rancho
e comprar suas pobrezinhas.
O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula,
entregou sem palavra.
A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou, se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar
E não abriu a bolsa.
Qual dos dois ajudou mais?
Donde se infere que o homem ajuda sem participar e a mulher participa sem ajudar.
Da mesma forma aquela sentença:
"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."
Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada, o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscosoe ensinar a paciência do pescador.
Você faria isso, Leitor?
Antes que tudo isso se fizesse o desvalido não morreria de fome?
Conclusão: Na prática, a teoria é outra.
Minha opinião: A fome tem pressa e barriga vazia não segura em pé! Dê o peixe sorrindo e depois dê o anzol, a isca, a vara e uma prece!
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3 comentários:
Adorei a conclusão. É por aí mesmo. Em situações de necessidade de nada adianta ensinar a pescar, é preciso dar o peixe; mas, depois, é melhor q se de a vara, o anzol, a isca e se ensine a técnica, do contrário retiraremos da pessoa sua dignidade e oportunidade de evoluir.
Irmanusca!
Q bacana, o texto!
é necessário reler várias vezes para ficarmos mais alertas e pôr a lição em prática!
Um beijo! :)
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