segunda-feira, maio 29, 2006

Sou!


Convite
Lya Luft

Não sou a areia onde se desenha um par de asas ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha da vida,
sou construção e desmoronamento,
servo e senhor,
e sou mistério

A quatro mãos escrevemos este roteiro para o palco de meu tempo: o meu destino e eu. Nem sempre estamos afinados, nem sempre nos levamos a sério.

Um comentário:

Anônimo disse...

É a sua cara esse poema. Bacana!
Um cheiro!
:)