
Como sei pouco, e sou pouco,
faço o pouco que me cabe
me dando inteiro.
Sabendo que não vou ver
o homem que quero ser.
Já sofri o suficiente
para não enganar a ninguém:
principalmente aos que sofrem
na própria vida, a garra
da opressão, e nem sabem.
Não tenho o sol escondido
no meu bolso de palavras.
Sou simplesmente um homem
para quem já a primeira
e desolada pessoa
do singular - foi deixando,
devagar, sofridamente
de ser, para transformar-se
- muito mais sofridamente -
na primeira e profunda pessoa
do plural.
Não importa que doa: é tempo
de avançar de mão dada
com quem vai no mesmo rumo,
mesmo que longe ainda esteja
de aprender a conjugar
o verbo amar.
É tempo sobretudo
de deixar de ser apenas
a solitária vanguarda
de nós mesmos.
Se trata de ir ao encontro.
(Dura no peito, arde a límpida
verdade dos nossos erros.)
Se trata de abrir o rumo.
Os que virão, serão povo,
e saber serão, lutando.
(Thiago de Mello)

3 comentários:
Pronto, comentei!
FELIZ AGORA?
Lindo este texto do Thiago, Pri...
Menina, o frio finalmente chegou.. estou trincando aqui!!!
Para ir na escola pela manhã, vou batendo os dentes... hehe
Beijos, linda!!!!
Ah! A maior parte dos textos não são meus não, viu??? Mas tem alguns que me arrisco...rsrs
Puts!
Lindo texto!
Vê se deixa ai, viu bocozinha?!
Continue enriquecendo seu blogger, com textos, poesias,diversos assuntos diferentes.
É muito bacana! E acho q todo mundo vai sempre dá um jetinho de dar um pulinho por aqui e ver como é q vc tá!
Um beijo, irmã!
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