Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em 03 de outubro de 1804 na França. Filho de um juiz, foi mandado ainda jovem para estudar na Suíça. Lá estava um dos melhores colégios da época, fundado por Pestallozzi, de quem foi discípulo. Pestallozzi foi um dos maiores pedagogos do mundo. As idéias e o método escolar desenvolvido por ele é usado até hj em muitas escolas.
Voltando a Paris, começou a ensinar, abriu uma escola e escreveu muitos livros. Dentre suas obras podemos citar: Curso prático e teórico de aritmética; Gramática francesa clássica; Manual dos exames para obtenção dos diplomas de capacidade, soluções racionais das questões e problemas de aritmética e geometria; Catecismo gramatical da língua francesa; Ditados normais dos exames na Municipalidade e na Sorbona; Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas, etc. Em 1849 ensinou no Liceu Polimático, regendo as cadeiras de Fisiologia, Astronomia, Química e Física.
Tudo isso lhe propiciou uma vida tranquila e de abastança.
Assim, o sr. Rivail era homem conhecido e respeitado na sociedade e no meio científico e pedagógico da França.
Em 1854 tomou conhecimento dos fenômenos espíritas que se alastravam pela Europa, tornando-se um meio de diversão da alta sociedade francesa de então. Era o fenômeno das mesas girantes. Nele, mesas, vasos e outros objetos pulavam, voavam e respondiam às perguntas feitas através de batidas.
Cético, não acreditou nos boatos. Só após os fenômenos de Hiddesville com as irmãs Fox (nos EUA) que tbm ficou conhecido mundialmente na época e após insistência de alguns amigos foi que aceitou participar de um dos serões franceses a fim de presenciar o fenômeno das mesas girantes. Impressionado com o que vira, resolveu pesquisar e estudar os fatos. Destes estudos é q derivou O Livro dos Espíritos e a partir de então toda a Doutrina Espírita.
Faleceu em Paris no dia 31 de março de 1869 com 65 anos de aneurisma. Sua morte foi registrada nos principais jornais franceses da época. Camille Flammarion (astrônomo, matemático, filósofo, jornalista e poeta), amigo pessoal e adepto da recente doutrina fez um belo discurso em sua homenagem: "Encontrar-nos-emos num mundo melhor, e no céu imenso, onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatropor demais acanhado. É-nos mais grato saber esta verdade do que acreditar que jazes todo inteiro nesse cadáver e que tua alma se haja aniquilado com a cessação do funcionamento de um órgão. A imortalidade é a luz da vida, como este refulgente sol é a luz da natureza. Até breve, meu caro Allan Kardec, até breve!"
Alguns escritos de Allan Kardec no início de suas pesquisas (retirado dolivro Obras Póstumas):
"Eu me encontrava, pois, no ciclo de um fato inexplicado, contrário, na aparência, às leis da
Natureza e que minha razão repelia. Nada tinha ainda visto nem observado; as experiências feitas em presença de pessoas honradas e dignas de fé me firmavam na possibilidade do efeito puramente material; mas a idéia, de uma mesa falante, não me entrava ainda no cérebro.
Natureza e que minha razão repelia. Nada tinha ainda visto nem observado; as experiências feitas em presença de pessoas honradas e dignas de fé me firmavam na possibilidade do efeito puramente material; mas a idéia, de uma mesa falante, não me entrava ainda no cérebro.
... No ano seguinte - começo de 1855 - encontrei o Sr. Carlotti, um amigo de há vinte e cinco anos, que discorreu acerca desses fenômenos durante mais de uma hora, com o entusiasmo que ele punha em todas as idéias novas. O Sr. Carlotti tinha natureza ardente e enérgica; eu tinha sempre distinguido nele as qualidades que caracterizavam uma grande e bela alma, mas desconfiava da sua exaltação. Ele foi o primeiro a falar-me da intervenção dos Espíritos, e contou-me tantas coisas surpreendentes que, longe de me convencerem, aumentaram as minhas dúvidas. Daí a algum tempo, estive, em casa da sonâmbula Sra. Roger, com o Sr. Fortier, seu magnetizador. Lá encontrei o Sr. Pâtier e a Sra. Plainemaison, que me falaram desses fenômenos no mesmo sentido que o Sr. Carlotti, mas noutro tom.
O Sr. Pâtier era funcionário público, de certa idade, homem muito instruído, de caráter grave, frio e calmo; sua linguagem pausada, isenta de todo entusiasmo, produziu-me viva impressão, e, quando ele me convidou para assistir às experiências que se realizavam em casa da Sra. Plainemaison, aceitei.
Foi aí, pela primeira vez, que testemunhei o fenômeno das mesas girantes, que saltavam e
corriam, e isso em condições tais que a dúvida não era possível. Entrevi, sob essas aparentes futilidades e a espécie de divertimento que com esses fenômenos se fazia, alguma coisa de sério e como que a revelação de uma nova lei, que a mim mesmo prometi aprofundar.
corriam, e isso em condições tais que a dúvida não era possível. Entrevi, sob essas aparentes futilidades e a espécie de divertimento que com esses fenômenos se fazia, alguma coisa de sério e como que a revelação de uma nova lei, que a mim mesmo prometi aprofundar.
Entrevi nesses fenômenos a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro, a solução do que havia procurado toda a minha vida; era, em uma palavra, uma completa revolução nas idéias e nas crenças; preciso, portanto, se fazia agir com circunspeção e não levianamente, ser positivista e não idealista, para me não deixar arrastar pelas ilusões.
Apliquei a essa nova ciência, como até então o tinha feito, o método da experimentação; nunca formulei teorias preconcebidas; observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências; dos efeitos procurava remontar às causas pela dedução, pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo como válida uma explicação, senão quando ela podia resolver todas as dificuldades da questão... Foi assim que sempre procedi em meus trabalhos anteriores, desde a idade de quinze a dezessete anos. Compreendi, desde o princípio, a gravidade da exploração que ia empreender.
Um dos primeiros resultados das minhas observações foi que os Espíritos, não sendo senão as
almas dos homens, não tinham nem a soberana sabedoria, nem a soberana ciência; que o seu saber era limitado ao grau do seu adiantamento, e que a sua opinião não tinha senão o valor de uma opinião pessoal. Esta verdade, reconhecida desde o começo, evitou-me o grave escolho de crer na sua infalibilidade e preservou-me de formular teorias prematuras sobre a opinião de um só ou de alguns.
almas dos homens, não tinham nem a soberana sabedoria, nem a soberana ciência; que o seu saber era limitado ao grau do seu adiantamento, e que a sua opinião não tinha senão o valor de uma opinião pessoal. Esta verdade, reconhecida desde o começo, evitou-me o grave escolho de crer na sua infalibilidade e preservou-me de formular teorias prematuras sobre a opinião de um só ou de alguns.
Só o fato da comunicação com os Espíritos, o que quer que eles pudessem dizer, provava a existência de um mundo invisível ambiente; era já um ponto capital, um imenso campo franqueado às nossas explorações, a chave de uma multidão de fenômenos inexplicados."
Espero q esse texto tenha ajudado alguém a entender um pouco quem foi Allan Kardec, esse homem de inteligência singular.
bjos!!! :)

3 comentários:
Oie!!!
Pri, tudo bom?
Desculpe a correria.. :)
respondi lá no meu fotolog sobre o termo "ortísticos" e vim aqui para lhe dizer tambem que mais a noite pretendo te enviar um e mail com minha teoria.. hehe... nada demais, amiga.. só umas idéias malucas mesmo.
saudades de vc!
Menina, ando na correria mesmo.. no e mail tambem te explico.
muito bacana que trouxe dados sobre Kardec.
Adorei comemorar estes 150 anos..
Um mega beijo!
a, minha amiga ortística!! rs
Ainda não deu pra escrever e mail... mas logo vai.
Um beijo no coracebo de melão!
Oi Prizoca, adorei o texto.
É sempre bom conhecer um pouco mais sobre Kardec.
Beijocas!
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